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14.6.03

XIII


Há quem fuja de carne, há quem não morra
Por tão belo e dulcíssimo trabalho?
Há quem tenha outra ideia, há quem discorra
Em coisa que não seja de mangalho?
Tudo entre as mãos se converta em porra,
Quanto vejo se transforme em caralho.
Porra e mais porra no Verão, e no Inverno.
Porra até nas profundas do inferno!...


(MMBB)


o velho Manuel Maria manda dizer que, apesar desta chatice dos ápedeites, ainda está vivo, porra!

22:44


13.6.03


POST #10
KO Computer

acabo de ter a minha primeira má experiência no blog. Um tipo escreve, mas tem de saber mexer no rato. O dito Post apareceu quatro vezes. Coiso e tal, apagar e tal, desapareceu por completo. Mas o que disse estava já irremediavelmente ultrapassado. Pouco depois de chegarmos, estamos ultrapassados.
Vou comprar pão.

Guerra e pás

18:05

Signo Tichau



Nesta altura, tenha a coragem de se desligar do que se passa à sua volta e não se sentir com uma contínua obrigação de estar disponível. Tenha coragem de trazer mais prazer à sua vida, liberte-se do espírito de sacrifício. Faça férias. Não faça nada.
Paulo Cardoso, Horóscopo, Correio da Manhã, 13 de Junho.



Ora, é hoje, portanto. Bruxo.



14:22

Dia de Camões



Dia de Portugal. 10 de Junho. Hoje, 2003. Somos seguramente um dos poucos, senão mesmo o único, povo e país do Mundo a ter como símbolo nacional um poeta. Um poeta a quem tudo na vida, excepto felizmente a poesia, correu mal. Isso é qualquer coisa que nos define de uma forma extremamente positiva. Tenho como português muito orgulho nisso. Mas também a consciência clara de que muitas vezes não sabemos estar à altura desse símbolo tão belo. Viva Portugal !

João Soares

13:33


11.6.03

Requjescat in pace


Aqui jaz o Coluna Infame. Mexia mas já não mexe. Ultrapassou numa Lomba e colidiu com uma Oliveira, do lado Esquerdo da estrada. Coutadinho. Aguardam-se reencarnações.

Jaquinzinhos


18:24


10.6.03

"Schhh...estejam calados!", e um silêncio atroz descamba num zunido persistente da emissão televisiva com o som desligado. O Pedro pega na garrafa de plástico, cheia até metade, com um orifício na parte superior, de onde sai um tubo de plástico por onde inalamos o fumo. No topo do gargalo, um pequeno quadrado cortado de uma folha de alumínio preso com um elástico, esburacado com um alfinete, onde uma camada de cinza aconchega a base de coca acabada de fazer, receita do mestre André, insigne na arte do amoníaco.
Cada baforada deste cachimbo de água artesanal equivale a um valente estalo de realidade. Uma hipérbole dos sentidos. No interior do meu quarto consigo ouvir o puto do vizinho a implorar ao pai que o deixe ficar mais uns minutos acordado. A velhota francesa do lado a praguejar pela sua condição lunática de profunda solidão. O casal de baixo a foder, como todas as noites desde há duas semanas. A camioneta do lixo lá fora. O cão a ladrar. Uma luta de gatos. O rastejar de uma barata no chão. Que mato instintivamente. O estalejar da carcaça do bicho. A pasta branca presa à sola do sapato quando levanto o pé. Um arrepio agradável e um espasmo de prazer.


XPTO2k3


06:09


9.6.03

Lei de Drew sobre a prática profissional
O cliente que menos paga é o que mais protesta.

Lei de Cohn
Em qualquer burocracia, a papelada aumenta à medida que se passa cada vez mais tempo a fazer relatórios sobre aquilo que cada vez menos se faz. A estabilidade obtém-se quando se consegue passar todo o tempo a fazer relatórios sobre o nada que se está a fazer.

Teorema fundamental
Novos sistemas geram novos problemas.

Hipótese burocrática de Mollison
Se uma ideia consegue sobreviver à revisão burocrática e ser posta em prática, é porque não valia a pena.

Lei de Conway
Em qualquer organização, há sempre uma pessoa que sabe o que se está a passar. Essa pessoa deve ser despedida imediatamente.

Lei da força de Anthony
Não force; arranje um martelo maior.

Lei de Jenkinson
Não funcionará.

Lei de Harvard
Sob as mais rigorosamente controladas condições de pressão, temperatura, volume, humidade e outras variáveis, o organismo em estudo fará aquilo que muito bem lhe der na gana.

Regra de Barach
Alcoólico é qualquer pessoa que beba mais do que o seu médico.

Lei das auto-estradas da vida
Se todos vierem na sua direcção, é porque está na faixa errada.

Observação de Torres
A outra fila avança sempre mais depressa.

Lei de Jilly
Quanto pior o corte de cabelo, mais tempo este demora a crescer.

Regra de Ray para a precisão
1. Meça com um micrómetro
2. Marque com giz
3. Corte com um machado

Lei das reparações
Não poderá fazer a reparação se ainda não estiver avariado.

Leis da programação de computadores
1. Qualquer programa de computador, quando está a funcionar, é obsoleto.
2. Qualquer programa é mais caro e demora mais tempo.
3. Se um programa é útil, terá de ser modificado.
4. Se um programa não serve para nada, terá de se criar um manual.
5. Qualquer programa expandir-se-á até preencher toda a memória disponível.
6. O valor de um programa é proporcional ao peso da sua produção.
7. A complexidade de um programa cresce até exceder a capacidade do programador que tem de o manter.

Lei de Hiram
Se consultar os peritos suficientes, acabará sempre por confirmar qualquer opinião.

Lei de Hyman
A mediocridade reproduz-se.

A Lei de Murphy, Arthur Bloch, Ed. Papagaio, 2ª ed., 1994, trad. Ana Duarte, ISBN 972-748-003-9

22:15

Alusivo


Quem apagara
com tanta pressa
ao fim da tarde
a luz do tecto
Junto do lago
faias ou cedros
frutos ou frases
E quem trouxera
para a sacada
nomes e verbos
que embriagavam
E ele ou ela
qual o que estava
a fingir-se ébrio
Era um teatro
Ou uma festa
de mascarados
Ou as exéquias
dessas palavras
já como espectros
de simulacros
Amor ou tédio
dentro do quarto
Desprezo ou sexo
Nos intervalos
que ruas essas
entre muralhas
cor de mistério
lá na cidade
que resplandece
junto do lago
Será que os ecos
daqueles passos
foram funestos
Ou também falsos
Ah controvérsia
que não acaba
e se repete
Quem pode acaso
dizer num verso
ter sido amado
Se foi só febre
Se foi piedade
Se foi um repto
Se nem foi nada
além dos gestos
Bem ao contrário
do que diz Séneca
mesmo o passado
é sempre incerto

David Mourão Ferreira, Obra Poética, Ed. Presença, 3ª ed. - pp. 357-358, Lisboa, Maio 1997

21:11


professional footgays

ainda bem que a época acabou

foto de (???, talvez) Portugal no seu melhor; ou será do estranho mas verdade? Recebida por email, sem indicação de proveniência.

05:42

" - Professora, veja se acertei na frase..."
E eu vou, descalça, suave, em saia rojando o chão, também ela cor de areia
Poiso a mão nos teus cabelos, sou a mãe que tens por perto
Tenho medo da tua dor de cabeça, das verrugas nas tuas mãos
E és tão perfeito, tão perto de Deus quando falas que eu temo
Que ele te leve de nós e eu tenha de pedir:
"Leva-me a mim que vivi... E ninguém me espera em casa..."

Azimutes

02:36



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