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8.2.03

Uncle Saddam needs you



É muito engraçado. Os intelectuais, da nossa praça e do costume, lá continuam na saga PC: o inimigo yankee, as amplas liberdades, o nosso povo, o nosso povo, o nosso povo, patati patatá e etc. e tal. Mesmo relevando o enjoativo da coisa, não deixa de ser - ao menos zoologicamente - curioso o fenómeno da multiplicação dos anormais; as "causas" continuam a render, em total impunidade e, mais grave ainda, ninguém denuncia ou expõe o carácter doentio do fenómeno, ou como é patológico este fenómeno; um político espanhol dos anos 30 (?) escreveu umas curialísimas teorias sobre doenças mentais, marxismo, e tal e tal. Volta, castelhano, levanta-te da tumba, olha agora, tinhas razão.
500.000 pessoas parece que vão ser exterminadas na ligeira guerra que se avizinha. Curiosamente, também parece que a culpa é dos agredidos, não dos agressores. Ou seja, trocado em miúdos: os imbecis dos americanos vão atacar os pobrezinhos que os atacaram a eles. A razão só pode estar do lado dos pobrezinhos, cóitadinhos.
Pouco mudou ou mudará, mais meio menos meio milhão.

22:46


7.2.03

Solidariedade






22:49

Grande ameaça coreana


ANTÓNIO RODRIGUES
O ministro de Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, Ri Pyong-Gap, ameaçou os Estados Unidos com um ataque preventivo, contra as forças militares americanas, caso Washington continue a aumentar o seu contingente de tropas na península da Coreia.

«Criou-se uma situação muito perigosa, onde a soberania e a segurança do nosso Estado estão severamente postas em causa pela política hostil dos Estados Unidos em relação à Coreia do Norte», afirmou Ri em entrevista à BBC.

A Casa Branca já reagiu, através do porta-voz Ari Fleischer, dizendo que «obviamente os EUA estão preparados com planos sólidos para qualquer contingência». Há umas semanas atrás, o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, avisara o regime de Kim Jong-il de que os americanos tinham capacidade militar para travar duas guerras em simultâneo, uma no Iraque e outra na Coreia do Norte.

Para o Governo norte-coreano, o aumento do contingente militar americano na região só tem um propósito: «Eles vão invadir o nosso país pela força», disse Ri, acrescentando que um «ataque preventivo não é uma coisa que apenas os americanos podem fazer. Nós também o podemos, em caso de vida ou morte».

O chefe de diplomacia norte-coreana vai mais longe nas suas palavras e menciona a palavra «guerra», na mesma balança onde coloca a hipótese de resolver o assunto de forma diplomática. «Estamos completamente preparados para ter uma conversa com os EUA _ ao mesmo tempo, estamos completamente preparados para entrar em guerra com os EUA».

O facto de Pyongyang ter decidido reabrir a central nuclear de Yongbion a 22 de Dezembro, alegadamente para produzir energia eléctrica, denunciando o Tratado de Não-Proliferação de armas nucleares a 10 de Janeiro, levou Washington a reagir com o fortalecimento das suas forças na Coreia do Sul. Os especialistas americanos dizem que a central de Yongbyon, selada desde 1994, é pequena demais para produzir quantidades significativas de energia. É, no entanto, adequada para enriquecer plutónio a usar na indústria de armamento _ suficiente para ter uma bomba dentro de um ou dois anos. Pyongyang também não apresentou uma explicação plausível para ter expulso dois inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica.

De acordo com fontes oficiais americanas, autoridades da Coreia do Norte reconheceram, numa reunião em Outubro do ano passado com o secretário de Estado adjunto, James Kelly, que tinham um programa de armas nucleares. De forma pública, o regime de Kim Jong-il apenas disse que tem «direito» a desenvolver um programa desse género.

A tensão tem crescido exponencialmente na península coreana. Os americanos que habitualmente têm 37 mil homens na Coreia do Sul, estão a enviar homens e material para a região. Mas uma guerra parece fora de questão: os EUA e a Coreia do Sul têm capacidade militar para derrotar a Coreia do Norte, mas com custos demasiado elevados.

A ameaça norte-coreana pode ser apenas novo bluff, depois daquele que tão bons dividendos trouxe em 1993. Nessa altura, em troca de abdicar do plano nuclear e aceitar inspecções, Pyongyang passou a receber ajudas petrolíferas e dois reactores nucleares menos passíveis de serem integrados na linha de produção de armas. Segundo as autoridades norte-coreanas, a decisão americana de interromper os referidos fornecimentos de petróleo não lhes deixou outra hipótese que a de reactivar o programa nuclear. O Inverno na Coreia é duro e o carregamento, que deveria chegar a 15 de Dezembro, já não chegou.

Diário de Notícias (original)

03:59


6.2.03


O VALOR DA RAÇA: Não deixa de ser impressionante a quantidade de e-mails que a Coluna tem recebido (colunainfame@hotmail.com). Primeira impressão: temos leitores cultos, combativos e, mais importante ainda, perfeitamente isolados num país onde o pensamento politicamente correcto se instalou com particular violência. Prometemos ler tudo e responder a (quase) tudo. No fundo, no fundo, esta Coluna é vossa.

A Coluna Infame


21:11

Com provas à vista


MANUEL RICARDO FERREIRA, correspondente em Nova Iorque

Colin Powell foi ontem ao Conselho de Segurança das Nações Unidas tentar mostrar aos outros 14 membros que se aproxima a hora de actuarem. Pelas reacções que tiveram a seguir à intervenção do secretário de Estado americano, não houve mudanças de posição, apenas promessas de que os factos apresentados «iriam ser estudados».

Era a reacção esperada pelos americanos. Ainda antes da intervenção, Joseph Biden, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, dizia que se tivesse sido ele a apresentar «estas provas perante um júri sem preconceitos, conseguiria uma condenação. Mas estamos a falar de um cenário diferente. Powell tem perante si um júri mais difícil e existe muito cepticismo entre a comunidade internacional».

Apesar disso, Powell introduziu na sua apresentação uma série de pormenores que espantaram os especialistas: se as fotografias de satélite podem ser encomendadas a operadores privados, revelar gravações feitas pela NSA de conversas entre comandantes iraquianos dá a Bagdad pistas sobre o que têm que evitar, e citar fontes de informação no terreno e troca de informações com serviços de outros governos pode pôr essas mesmas fontes em perigo, pelo que foi inesperado.

As gravações de conversas entre comandantes militares, discutindo o esconder veículos ou dando instruções para ocultar documentação sobre armas químicas e destruir mensagens. A seguir, as fotografias de satélites, mostrando através das datas em que foram feitas, que os iraquianos estavam de facto a limpar instalações antes das visitas dos inspectores.

Também as fotografias que mostravam o que era o complexo de armas químicas de Musayyib, a transferência do material em camiões, o arrasamento das instalações e o cuidado posto em levar do local a camada de solo que poderia mostrar a existência dos agentes químicos.

Menos credível e mais controversa foi a referência feita ao programa nuclear iraquiano, que Powell diz ter continuado. Pelo contrário, a afirmação de que existem pelo menos 18 laboratórios móveis de armas químicas e bacteriológicas montados em camiões e vagões ferroviários, a apresentação dos diagramas da sua constituição e a garantia dada por Powell de que «sabemos exactamente como cada um dos componentes é e como funciona», reforça as anteriores alegações americanas de que continuam a ser usados e desacreditam a garantia iraquiana de que não existem.

Por fim, a ligação do Iraque a movimentos terroristas e, através deles, à Al-Qaeda, foi exaustiva, mas, segundo os analistas, incompleta, devido à necessidade de os EUA não poderem revelar tudo o que sabem nesse campo e manterem a confidencialidade de fontes e métodos da sua obtenção.

Dentro de nove dias, quando os chefes dos inspectores, Hans Blix e El-Baradei, apresentarem no mesmo local novo relatório, saberemos se o «relógio da guerra» marca hoje, como diz Blix, «cinco minutos para a meia-noite».

Diário de Notícias (original)

19:48

06-02-2003 6:17:00 GMT. Fonte LUSA . Notícia SIR-4636135
Temas: política timor-leste partidos

Timor-Leste: Comité Central da FRETILIN reúne-se para analisar situação actual



Díli, 06 Fev (Lusa) - A análise da actual situação em Timor- Leste e a avaliação interna do partido são os temas centrais da reunião do Comité Central da FRETILIN, o maior partido político timorense, que começa sexta-feira em Díli.

Fonte do partido confirmou à Agência Lusa que depois de uma primeira sessão da reunião de dois dias, fechada a elementos do Comité Central, o encontro será alargado no sábado a deputados, representantes distritais e membros do governo.

Elementos da direcção do partido admitem que a reunião permitirá ainda avaliar as estruturas internas da FRETILIN, desfalcadas porque muitos dos seus membros ocupam funções no governo, no parlamento e na administração pública. O reforço das ligações entre a cúpula e a base será outro tema em debate.

Algumas fontes do partido sugerem que à margem da agenda principal de debate poderá ainda ser analisada a constituição e composição do executivo, numa altura em que o primeiro-ministro e secretário geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, ultima um conjunto de mudanças.

A situação no seio do maior partido timorense, que detém 55 dos 88 lugares do Parlamento Nacional, tem sido pautada por alguma polémica, quer devido a diferenças de opinião e divisão no seio da bancada parlamentar, quer devido à instabilidade que se vive em Timor-Leste.

Um dos momentos de maior tensão ocorreu depois dos confrontos de 4 de Dezembro, em Díli, quando alguns membros do Comité Central da FRETILIN defenderam uma "reacção forte e rápida" da parte do governo e das autoridades, para por cobro aos incidentes.

A situação acabou por ser "acalmada" pelos principais líderes do partido que depois emitiu um forte comunicado público condenando os confrontos, protestando contra a ONU e reafirmando total empenho e apoio a Mari Alkatiri e ao seu governo.

Na altura, o presidente da FRETILIN, Francisco Guterres, virou-se também para o próprio partido, apelando à vigilância "contra as fraudes e os subornos dos grupos oponentes", e à necessidade de que se "cerrem fileiras", reforçando a unidade e evitando qualquer forma de "manipulação".

"O Comité Central da FRETILIN espera que os seus quadros, militantes e simpatizantes se mantenham calmos e serenos", disse Francisco Guterres.

Mari Alkatiri, por seu lado, considerou que a FRETILIN tinha tirado várias lições da tensão, recordando a "palavra de ordem" que o partido adoptou desde 1999: "Tolerância máxima, vigilância total". "Excedemo-nos na tolerância e deixámos de fazer vigilância. Por isso é que aconteceu o que aconteceu", frisou.

Algum tempo antes, Mari Alkatiri tinha admitido que o acto de governar tem mantido "tão ocupada" a principal liderança do partido que os contactos com as bases são hoje mais reduzidos.

Fontes da FRETILIN reconhecem que essa situação se deve em grande parte ao maior distanciamento entre a cúpula e as bases do partido, essenciais para canalizar informação "de rua" para a liderança.

"Estamos extremamente ocupados no governo. O facto de termos trazido, na prática, a nata do partido para o governo e para o parlamento retirou-nos, um pouco, essa capacidade de manter as nossas estruturas a funcionar normalmente. Mas vamos começar a compor isso. Vamos continuar a fazer o trabalho", disse.

ASP Lusa/fim

Lusa: Agência de Notícias de Portugal (original)

17:40



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